OTHER: Garotos Antes Flores, by Anna Charmont

Garotos Antes Flores

GAROTOS ANTES FLORES
por Anna Charmont

"Imagine estudar na escola mais famosa de todo o país, onde seus alunos são filhos de pais ricos e nenhum um aluno bolsista é bem vindo lá. Estudar em Shinhwa deveria ser uma honra - assim pensam todos que não conhecem o que há lá dentro e não sabe o que se passa depois dos portões  -, afinal é a melhor escola do país onde os seus alunos desfilam exibido suas roupas de grife, bolsas, joias entres outras coisas de marcas famosas e caríssimas que é possível ver em qualquer parte da escola que caminhar, todos podem gastar e comprar o que desejar, afinal são ricos.
Eu não sabia e nem imaginava o que poderia me acontecer em um lugar como aquele, apenas desejava continuar meus estudos ate terminar o ensino médio e assim dizer adeus a Shinhwa, mas nada saiu como desejado, acabei comprando briga com os quatros garotos mais ricos de toda escola e para piorar as coisas deixei que descobrissem segredos meus os quais deveriam permanecer escondidos ate o meu ultimo dia de vida.
Quem sou eu? Digamos que apenas mais uma personagem em Shinhwa."
Gênero: Drama e romance
Dimensão: Longfic
Classificação: PG-17
Aviso: Linguagem Imprópria. 

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# Capítulo 1 # Capítulo 2 # Capítulo 3 # Capítulo 4 #

 

1. Não chamar jamais atenção

 

Encarei o prédio a minha frente incentivando-me a entrar antes que algo pudesse me acontecer. Tenho tentado pensar por várias vezes e até me convencer de que posso continuar aqui por mais dois anos, esses que se passaram tão rápido quanto os dias.

Dois anos, dois longos anos essa é a verdade.

Terei de acordar todos os dias preparando minha mente para as próximas horas e dizer para mim mesmo que tudo isso é normal, são apenas ricos sem nada interessante além de seus joguinhos de humilhações. Isso não é, e nunca será normal para qualquer pessoa com seu juízo perfeito, não foi isso que meus pais ensinaram “fechar os olhos para a injustiça’’, mas em minha posição aqui sou egoísta ao dizer que pretendo continuar invisível até concluir os anos que faltam e não ser o próximo alvo, tem sido minha meta todos os dias.

Estudar em Shinhwa deveria ser uma honra — assim pensam todos que não conhecem o que há dentro e não sabe o que se passa depois dos portões —, afinal é a melhor escola do país onde os pais de seus alunos tem altas quantias em contas bancarias, roupas de grife, bolsas, joias entres outras coisas de marcas famosas e caríssimas são exibidas em qualquer parte da escola que caminhar, todos podem gastar e comprar o que desejar, afinal são ricos.
Se perguntarem o que faço ali, não saberia por onde começar, porem posso dizer que sou apenas mais uma personagem que vaga pelos corredores como um fantasma impossível de ser visto a menos que queira.

— Aonde vai com tanta pressa, estrangeira? — ouvi a voz irritante da garota a qual rotulei como “idiota’’.

Seu nome era Choi Jin Hee ou como era conhecida por todos Ginger, nunca andava sozinha sempre estava acompanhada por mais duas meninas Sunny e Miranda obviamente esses não eram seus nomes verdadeiros, mas quem se importa, as três formavam o trio Jin Sun Mi — as três patetas nomeado por mim —,Ginger e suas amiguinhas pareciam clones asiáticos da Barbie, um detalhe, odeio a Barbie.

As ignorei junto com suas piadinhas desagradáveis as quais não tinham a mínima graça, sua intenção desde que comecei a estudar aqui fora sempre me humilhar, me pôr para baixo infelizmente para elas nunca obtiveram sucesso com relação a isso, embora acredite que eu faria isso melhor que elas, porém não sou a favor desse tipo de coisa. Desejo sinceramente que elas não fossem capazes de me ver e assim essa fantasminha não fosse vista por mais ninguém até pode dizer “Não preciso mais ir a Shinhwa”.

Antes que pudesse subir as escadas uma gritaria irritante começou pela escola, deveria estar acostumada com tal coisa. Tem sido assim todos os dias, mas passa ser algo que é difícil ignora, por que meus ouvidos doem o suficiente para pensa “O que diabos esses alunos tem?”.

— F4! — gritavam feitos loucos.
Rolei os olhos subindo as escadas e tentando desviar de algumas garotas que praticamente babava paralisadas.
— Patético. — sussurrei para mim mesmo.
Flower Four ou F4 era um grupo de quatro garotos — gangue, como costumo chamar — os mais ricos de toda a escola, eles possuíam certo poder sobre todos os estudardes e quem não os obedecem ou fizer algo para algum deles sofreriam humilhações horríveis, pode crer que não necessitava muito para entrar na lista negra deles bastava apenas os olhar estranho e você já estava automaticamente encrencado.
— Ela vai mesmo fazer isso? — comentou um garoto a minha frente incrédulo.
— Que idiota. — disse a menina ao seu lado dando uma risadinha.

Virei olhando para atrás disposta a saber quem seria a “próxima vítima do F4’’.

Era Ho Ha Ni do 1 ano A, tudo que sabia ao seu respeito era que sua mãe é uma grande estilista e as duas costumava sair em várias capas de revistas e nada mais que isso. Senti medo por Ho Ha Ni, sabia que não acabaria bem para ela.
Ela segurava um bolo em frente ao líder do F4, talvez ela tenha escolhido uma péssima hora para sofrer algum tipo de humilhação. Pensei no que ele poderia fazer aquela garota e sinceramente torci pelo o mais obvio.
Goo Jun Pyo jogou o bolo no rosto da pobre menina depois de encara-la por alguns instantes.

— Previsível.

Voltei a fazer meu percurso aliviado por ter feito apenas isto com ela quando sabia que ele poderia fazer algo pior. Não sou alguém mal, não sinto bem vendo isso, ser humilhada de tal forma deve ter causando feridas em Ho Ha Ni por que dentro dela pode haver algum sentimento por aquele mimado, mas por que ela faz tal coisa na frente de todos? Isso já deveria ser esperado por ela.

Goo Jun Pyo era o líder do F4 dizem que é o mais rico dos quatro — o que não duvido já sua família era dona da escola —, ele me parecia ser o mais excêntrico ao jugar por suas roupas não mentirei ao dizer que elas ficam muito bem nele embora sua arrogância e falta de educação com qualquer um, menos com seus amigos do F4, transformava sua boa aparência em alguém ‘’feio’’, So Yi Jung  era o mais mulherengo do grupo, até onde sei sua família é dona do maior museu de arte do país, Song Woo Bin, dele não tenho ouvindo muito além de que sua família era dona de uma grande empresa de construção e que tem conexões importantes com uma grande máfia. E por último não menos importante Yoon Ji Hoo  neto do ex-presidente da Coreia do Sul, o garoto que sempre veste roupas claras ou brancas e que possuir  tamanha beleza que deixava-me paralisada quando o via, talvez por ser tao calado e exalar um ar de mistério ele conseguia me deixar encantada, mas isso não significa que meu coração o pertencer, nunca será de nenhum deles além de mim mesma.

— Lee Min Ha do 3º B recebeu o cartão vermelho! — gritava um estudante pelos os corredores.

Isso causou um alvoroço nas classes e estudantes abandonaram seus lugares e conversinhas paralelas às pressas dispostos a ver quem era o tal garoto e a fazer de hoje o seu pior dia.

Respirei fundo levantando de minha carteira.

— O inferno vai começa. — resmunguei num sussurro de decepção.

De toda a escola só havia um lugar onde me sentia segura e sabia que não poderia me envolver em numa confusão por ali, as escadas de emergência esse era meu esconderijo. Bem obvio, não é? Com tanta movimentação na escola nem se quisessem iriam ali por que há coisas bem mais “interessantes’’ a se fazer talvez em caso de incêndio ou algo do tipo poderiam usar aquelas escadas.

— F4 seus idiotas, estúpidos! — praticamente gritei furiosa.

Sentia tanta raiva que poderia explodir e essa era minha válvula de emergência para aliviar meu estresse, gritar onde ninguém pudesse me ouvir.

— Que idioma é esse? — ouvi uma voz calma a qual me assustou de leve.
— O q-que? — o olhei assustada.
— O idioma que você acabou de falar. Qual é? — quis saber ele se aproximando tranquilamente.
— P-portu-gues. Português. — as palavras quase não saíram.
— Português. — repetiu ele com sua pronuncia extremamente fofa.

Minhas penas tremiam e meu coração estava a mil. Eu estava em pânico por dentro e devia aparentar está o mais normal possível embora minha voz fosse minha maior rival naquele momento, porque ela me delatava com tamanha facilidade que assustava-me.

— O-o que fa-az aqui? —quis saber sem coragem de olha-lo.
— Gosto de dormi aqui é silencioso, mas você é muito barulhenta. — comentou Yoon Ji Hoo me olhando.
— Oh, me desculpe. — baixei a cabeça temendo o que me aconteceria.
— O que você disse? — quis saber ele.
— O que? — o olhei confusa.
— O que disse em português? — ele se inclinou para olhar em meu rosto.
Seu movimento assustou-me de leve me deixando corada.
— Eu... Eu disse...

“Oh, meu Deus! O que devo fazer?” — perguntava-me desesperada imaginado que essa seria uma boa hora para começar a mentir.
Yoon Ji Hoo me olhou como se pedisse para que continuasse.

— F4 seus idiotas estúpidos. — disse de uma vez e baixei a cabeça envergonhada e apavorada.
— Interessante esse idioma. Preciso saber mais sobre Português. — disse ele tranquilamente e aparentando interesse.

O olhei com um nó em minha mente sem entender sua reação e o vi subindo as escadas falando algo sobre meu idioma.

— Hei. — Yoon Ji Hoo me chamou ao parar e me olhar — Você poderia ter mentido.

Seu sorrisinho deixou-me ainda mais confusa e ao mesmo tempo me fez pensar que dias “calmos’’ para mim não existiram mais e que talvez amanhã comece o meu inferno.

— O que devo fazer? — questionava-me nervosa andando de um lado para o outro — A essa hora já devem ter colocado um cartão vermelho no meu armário.
— Como podem? — parei respirando fundo algumas vezes sentindo uma pontada no peito — Calma, calma, não pense demais.

Não havia como pensar positivo nessa situação, jamais o F4 deixaria isso passar impune estudantes foram “punidos’’ por algo menos que isso e até coisas tolas.
Caminhava de volta para minha classe com minha mente pesada e temendo o que acharia em meu armário.

Uma garota esbarrou em mim, com a força do impacto acabei caindo.

— Você está bem? — quis saber ela preocupada.
— Sim. — levantei e a olhei — Foi minha culpa, sinto muito.
— Não, eu estava distraída. — disse ela sorrindo timidamente.
— Tudo bem, estava distraída também. — a olhei novamente — Desculpa, eu vou indo.
— Voce é do 1ºC, não é? — quis saber ela me fazendo parar.
— Sim. — me virei a olhando preocupada, talvez todos já estivessem armando para mim.

Ela se aproximou sorrindo simpática.

— Sou Oh Min Ji, prazer em conhece-la. — disse ela sorrindo.
— Oh, sou Isabelle Jung, prazer. — sorri amarelo — Como saber de que sala sou?
— Te vi entrar la algumas vezes. — disse ela me olhando simpática — Você é de qual país?
— Coreia. — disse enquanto caminhávamos.
— Serio? — Oh Min Ji ficou surpresa — Você parece ocidental. Seus pais são coreanos?
— Meu pai, minha mãe é Brasileira. — a olhei — Morei aqui ate os 5 anos.
— E so agora voltou? — quis saber ela curiosa.
— Sim. — me limitei.
— Como é ter uma mãe estrangeira? — quis saber ela me olhando com um sorriso animado no rosto.
— É bom. — me limitei e olhei a hora em meu relógio de pulso — Desculpe, preciso ir para a classe.
— Ok, va. — ela sorriu.

Seu interesse na vida de meus pais me incomodava isso era algo que dizia respeito apenas à minha família e ninguém mais. Oh Min Ji pareceu ser uma garota estranha e ao seu respeito sei apenas seu nome e nada mais que isso, talvez deva esta apenas assustada por alguém ter vindo falar comigo depois de todo esse tempo que estudo nessa escola, alguém gentil.

Era algo quase ou totalmente impossível se fazer um amigo em Shinhwa, um que não a ridicularizasse, fingisse não a conhecer ou estar ao seu lado apenas quando convêm ser necessário, todos tinham seus interesses e os meus não eram os mesmos nem se comparava, porque não tínhamos o mesmo tipo de mente. Restava-me a solidão dos dias em que almoçava sozinha, ouvia as mesmas piadinhas, caminhava só e tolerava as “gracinhas do trio das patetas’’, para mim Shinhwa era um treinamento para o inferno que começava quando se recebia seu primeiro e último cartão vermelho.

— Vamos almoçar juntos. — pediu um garoto para Oh Min Ji a frente de minha mesa.
— Não, venha para minha mesa. —disse outro.

A vi encurralada por três garotos que falavam ao mesmo tempo e a deixavam desesperada.

Suspirei já me arrependo do que faria.

— Oh Min Ji. — a chamei — Sente aqui comigo.
— Oh, . Obrigada. — disse ela sorrindo ao pronunciar meu nome errado.
— Me chame apenas de . — pedi — Assim será melhor.
— Oh, . — ela sorriu animada — Somos amigas, me chame de Min Ji.

A olhei sorrindo amarelo me perguntando de onde ela tirou que somos amigas e o porquê de ainda pronunciar meu nome errado.

— F4! — gritaram e uma bagunça começou no refeitório.
é o F4. — comentou Min Ji sorrindo timidamente.
— Notei. — não mostrei o mínimo interesse e continuei comendo.
— Você não gosta deles, ? — quis saber ela me olhando.
— E faz diferença minha resposta? — respondi tranquilamente.

Alguém bateu em minha cadeira fazendo-me quase enfiar os Hashis em minha garganta e me engasgar.

Levantei tossindo quase sem consegui respirar.
Passei meu olhar pelo refeitório notando que todos me olhavam inclusive o F4.

— M-me desculpa. — disse quase sem consegui respirar me apoiando na mesa.
Goo Jun Pyo me encarou estranhamente e subiu as escadas junto com os outros para a área VIP.
— Você esta bem? — Oh Min Ji se aproximou preocupada.
— Sim, obrigada. — respirei fundo.
Arrumei minha lancheira de qualquer jeito.
— Não vai terminar seu almoço? — quis saber ela me olhando confusa.
— Depois de quase morrer? — a encarei — Melhor não.

Passei por ela ignorando qualquer pergunta sua.
Oh Min Ji não era diferente de todos para descobrir isso não seria preciso quase morrer engasgada era algo que já sabia desde o princípio, mas desejava que de fato ela fosse diferente deles.

Parei no corredor buscando controlar minhas emoções e livra-me da mais perigosa delas, a raiva.

— Calma... 1... 2...3. — dizia para mim mesmo encostada a parede — 1, 2, 3...

Contar me mantinha calma desde muito tempo quando descobrir que isso era como um remédio para minhas emoções, contar até 3 calmamente e as vezes até 10.
Voltei à caminha sentindo pontadas no peito que a cada passo tonavam-se mais forte me deixando agoniada, embora já estivesse acostumada com esse tipo de coisa não deixa de ser doloroso.

— Preciso ir à enfermaria. — dizia como se tentasse me convencer ou encoraja-me a dá mais alguns passos.

Consegui chegar até minha classe que a esse ponto estava mais próxima que a enfermaria. Procurei por minha carteira e sentei ainda tentando suportar a dor.
Meu celular começou a tocar me assustando.

— Alo? — atendi enquanto me debruçava sobre minha mesa.
— Boa noite minha flor de lótus. — ouvi a voz risonha de papai.
— Pa-pai!? — disse surpresa.
— Esta surpresa. — disse ele rindo — Como você está?
— Bem... — para mentir é necessário travar uma batalha dentro de mim para conseguir ser convincente.
— Está bem, mesmo? — quis saber ele preocupado — Conheço essa voz. Está sentindo dor?
— N-não. — tentei negar preocupada com ele.
— Mandarei Soo Ji ir busca-la agora mesmo. Não se preocupe, querida. — disse papai preocupado — Mantenha a calma e aguente firme, me diz onde você está?
— Na escola, classe do 1º C. — suspirei pesando notando que papai estava preocupado comigo.
— Soo Ji ira agora mesmo, . — papai tentava me manter calma, embora me preocupa-se ainda mais em saber que fazia isso com ele e justo quando está tão longe.
— Ok, pai. — disse antes de desligar.
— Que língua é essa? De Alien? — quis saber alguém.
Levantei a cabeça olhando para quem estava ali.
— É um idioma que você jamais será capaz de compreender e muitos menos aprender uma silaba. — a encarei ao me levantar.
— Eu não tenho o menor interesse em aprender algo tão estranho como isso. — disse Ginger e suas clones riram.
— Para alguém tão esforçada a aprender seu próprio idioma não deixa de ser tão você. — a encarei e dei alguns passos para saída.
— O que? — disse ela confusa e incrédula — O que você disse estrangeira?

A ignorei sem a mínima vontade de perder meu tempo explicando ou discutido qualquer assunto que fosse com alguém que tem apenas um neurônio.

Os corredores estavam bem agitados algo deveria está acontecendo os alunos corriam na mesma direção praticamente me levando junto.
— Lee Min Ha. — pensei no garoto e no que ele deveria está passando agora.

Como todos podem ser tão estúpidos a esse ponto?

— Lee Min Há vai pular do telhado! — gritou um garoto.

Arregalei os olhos assustado com a que ponto essas “brincadeiras’’ horrível chegou.
Apressei meus passos quase correndo para as escadas ainda sentindo meu peito doer e minha respiração falha deixando-me cansada, mas não desistiria, dessa vez não fecharia meus olhos e fingiria que nada anormal estava acontecendo.

— Vai pula! — gritou um estudante rindo.

“Meu Deus! Como pode?” — pensei assustada.
Parei vendo Lee Min Ha todo machucado preste a pular do telhado. Tentava recuperar minhas força e aguentar a dor que parecia esta preste a me matar de tão forte e ao mesmo tempo ouvia o que aquele rapaz de mente perdida dizia.

— É isso que vocês querem? Eu farei, por que não aguento mais esse inferno... — dizia ele.
— Hei, espere. — pedi o interrompendo — O que pensa que esta preste a fazer?

Lee Min Ha me olhou espantado.

— Eu vou pular.
— Você é idiota? — o encarei tentando ainda me recuperar, pelo menos a respiração.
— O quê? — ele me encarou insultado.
— Isso mesmo, você é idiota? — mantive meus olhos nele — Como pode fazer algo tão estupido quanto isso?
— Oque? — Lee Min Ha me encarou confuso — Me deixe morrer, farei o que eles querem.

Os estudantes que estavam ali apenas incentivavam o garoto tolo a pular e isso deixava-me ainda mais chocada.

— Notou a altura? — disse chamado sua atenção novamente — Provavelmente você quebraram todos os ossos do seu corpo e ainda assim não morrerá, ficará no chão sentindo a dor da morte, mas ela não vira.

Lee Min Ha me olhava assustado.

— Você é louca?! — disse ele me encarando assim como fazia os estudantes ali.
— Não sou que estou ai. — olhei para seus pés na ponta do para peito.
— Pula logo! — gritou um garoto próximo a mim.
— Cala sua boca! — gritei desviando meu olhar.
— Farei isso. — disse Lee Min Ha me fazendo olha-lo de imediato.
Seu rosto dizia-me que não faria tal ato estupido mais seus pés fora mais rápidos fazendo-me correr para tentar segura-lo.
— Aguente firme, Lee Min Há. — pedi o segurando pela blusa — Vão ficar olhando seu bando de idiotas!

Nunca havia estado tão furiosa quanto naquele momento.
Dois garotos me ajudaram a puxa-lo antes que sua blusa rompesse com o peso ou eu desmaiasse sem força.

— Por favor, nunca mais faça isso. — pedi cansada ao senta no chão ao lado dele — Peça transferência da escola é mais simples e sua vida vale muito.

Ele me olhou por alguns instantes.

— Obrigado.
— Apenas... Não faça mais... — pedi sentindo uma dor terrível no peito me fazendo gritar de dor o assustando.
— Você está bem? — quis saber ele preocupado tentando me ajudar sem saber o que devia fazer.
! ! — ouvi a voz de Soo Ji grita por mim.
— Aqui! — quase não consegui responder.

A vi abrir passagem entre os estudantes que nos olhavam assustados e confusos.

— Oh, meu Deus! — exclamou ela ao me ver — É 10?

Era um código nosso para que ela pudesse ter uma ideia do que eu sentia se era muito ou tolerável.

— 15. — levei a mão ao peito de tanta dor.
— Joo Hwan me ajude aqui. — pediu ela a um de seus seguranças.
Joo Hwan me pegou nos braços.
— Lee Min Ha... — o chamei.
— Sim? — ele se aproximou preocupado.
— Vamos... Você precisa de um médico. — pedi.
— Vamos. — disse Soo Ji — Precisamos ir rápido.
— Soo Ji, não deixe esse teimoso aqui o leve junto... Com segurança. — pedi olhando para ela enquanto era levada por Joo Hwan e seguida por eles — O mantenha em segurança, nem que pra isso tenha que o amara-lo.

Mesmo sem saber ou entender meus motivos Soo Ji deu-me sua palavra de que manteria Lee Min Ha seguro. Ele por sim apenas me seguia, mesmo cheio de machucados e mal conseguindo andar direito ainda assim não saia do meu lado.
Minha preocupação não era meu coração, por que com relação a ele eu conhecia seus pontos fracos e sabia como acalma-lo era acostumada aquela rotina embora fosse algum ruim eu convivia com isso desse os meus 7 anos. Min Ha prometeu que não retornaria a Shinhwa, como o mesmo disse “nem se fosse obrigado’’, ele explicaria aos seus pais os motivos para não retornar — esses que não serão os verdadeiros — e seguiria com sua vida grato por ter o salvado de cometer, assim dito por ele, o maior erro de sua vida.

Eu não fechei meus olhos para o que havia ao meu redor e sem perceber deixei de ser um fantasma em Shinhwa chamando a atenção de todos para mim e infelizmente mostrando ao F4 minha existência.

 


 

2. Goo Joon Pyo rei dos idiotas

 

Com a gravidade do que me aconteceu antes fiquei duas semanas longe da escola para me recuperar ou não poderia voltar a minha rotina se não houvesse repouso. Papai ficou muito preocupado comigo depois do incidente e ao mesmo tempo orgulhoso por saber que havia ajudado Min Ha, não perguntem como ele e todos da cidade ficaram sabendo por que minha explicação será a mais obvio o possível, internet.

Temia o que esperava por mim em Shinhwa depois de um tempo sem aparecer principalmente depois de ajudar Min Ha. Para quem não pretendia chamar a atenção acho que acabei colocando holofotes em mim e agora seria um pouco tarde para chorar e me arrepender disso.

— Oh, ! — Min Ji animada ao me ver — Você esta melhor?
— Sim. — me limitei enquanto caminhava.
— Seu nome tem sido muito comentado. — disse ela me acompanhado.
— O que? — a olhei assustada.
— Depois que vou salvou o Lee Min Ha, todos falam muito sobre você. — Min Ji sorriu.

Parei ainda assustada sentido o pânico me invadir.

— Esta tudo bem? — quis saber ela ao se aproximar.
— Preciso fazer algo. Vou indo. — disse tentando esconder o quanto sentia medo.

Caminhei o mais rápido que podia me certificado que não estava sendo seguida por ela ou qualquer outra pessoa enquanto me sentia uma paranoica.

— O devo fazer? — perguntava-me enquanto descia as escadas — Como vou sair dessa?

Sentei no ultimo degrau tentando pensar em algo o mais rápido possível.

— Parabéns , você salva alguém e agora quem te salva do F4? — praticamente me xingava mentalmente.
— Como posso ser tão idiota assim? — levantei me aproximando da divisão das escadas — Agora sim estou morta!
— Você incomoda. — ouvi a voz de Yoon Ji Hoo, me assustando — Fala tão alto que não consigo dormir.

Procurei por ele o encontrando deitado nas escadas abaixo com uma revista no rosto.

— Oh, me desculpe. — o olhava incrédula — Pensei que estava sozinha.
— Então é você. — disse ele ao se levantar.
— Eu? O quê? — o olhei vindo em minha direção em passos calmos.

Meu coração tornou a bater forte fazendo minha respirar se descontrolar enquanto tentava disfarça como estava.

— É verdade então? — ele me olhava.
— O quê? — quis saber temendo o que ouviria.
— Que salvou Min Ha de pula do telhado?
— Ah... Não podia deixar... Ele morrer... — o olhei e rapidamente baixei a cabeça notando o quanto estava nervosa.
— Você esta bem? — quis saber se inclinado para me olhar de forma que o via fazer tão calmo que chegava a me fascina.
— Sim... — o olhei incrédula ao notar que havia falado em português — Você falou em português?
— Andei estudando. — disse ele me olhando — Mas ainda não consigo falar algumas palavras, elas parecem realmente difíceis.
— No inicio é um pouco, é mais fácil aprender a falar que escrever, meu pai sempre diz isso. — sorri ao lembrar papai tentando me ensinar a escrever — Tente falar devagar e assim vai conseguir.
— Tentarei. — notei um sorrisinho que logo tratou de se esconder — Não deveria se arrepender de salvar alguém, fez o que era certo.

E ele subiu as escadas me deixando sozinha e cheia de pensamentos ao seu respeito.

Ji Hoo parecia ser diferente dos outros membros do F4 fazendo-me acreditar que não estava por trás ‘’brincadeiras’’ de seus amigos e que apenas andava com eles.

Olhei a hora em meu relógio e corri para não entrar atrasada.

— Oh, é a garota maravilha. — ouvi a voz de deboche de Ginger — A salvadora.

Respirei fundo dizendo a mim que hoje manteria minha calma e não responderia uma palavra sarcástica ou perderia meu tempo com elas.

— Alguém acabou deixando o F4 bastante zangado. — comentou Miranda.

“Calma, ignora.” — repetia várias vezes em minha mente.

Caminhei rapidamente entrando na classe ainda com vários pensamentos confusos e sentido medo. Não queria ser humilhada nem sofre nenhum tipo de ferimentos assim como Min Ha, queria apenas continua fora do campo de visão deles até finalmente sair da escola, porem depois de ajudar Min Ha devo ter me complicado o suficiente para levar um cartão vermelho gigante.

“O que devo fazer.” — me perguntava notando que todos me encaravam.

Sentei em meu lugar desconfortável com aqueles olhares irritantes.

Conversinhas e cochichos começaram por toda classe era notável que eu era o assunto ali ignoravam por completo minha presença continuando com suas críticas ou conclusões ao meu respeito. Cada vez mais passo a odiar Shinhwa.

! — me chamou Min Ji.
— Olá. — dei um meio sorriso.
— Você está bem? — quis saber ela sentando ao meu lado.
— Um pouco. — suspirei olhando a vista do jardim.
— Sei o que pode te animar. — disse ela sorrindo ao se levantar.
— O quê? — a olhei curiosa.
— Não saia daqui. — pediu ela antes de sair correndo.
— O que há de errado com essa garota? — me perguntei e ri.

Como havia pedido permaneci em onde estava esperando por Min Ji.

— Ei! — ouvi uma voz diferente.

Olhei para ver de quem era àquela voz rude.

— Huh. — me assustei ao ver Goo Joon Pyo e os membros do F4.
! — me chamou Min Ji correndo em minha direção com dois sovertes — Olha o que comprei para você.

Ela me parecia tão animada e seu rosto tinha uma expressão doce a mesma que deu lugar ao pânico e medo quando Min Ji tropeçou algo e caiu entrei mim e o F4 deixando um dos sovertes que segurava sujar o sapato de Goo Joon Pyo.

— Sunbaenin! — disse Min Ji assustada ao notar o que acabou de fazer.

A menina levantou-se rapidamente.

 — Me perdoe, Joon Pyo Sunbaenin. — pediu ela abaixando a cabeça com medo.
— Perdão? — repetiu ele com desdém — Se tudo resolve-se como perdão não precisaríamos de leis e politica.

Apenas os olhava incrédula com aquela situação e dizendo a mim mesma que não iria de forma alguma me intrometer. Arrumei problemas demais por me meter onde não devia da ultima vez.

— Mas foi sem querer. — se defendeu ela nervosa, pude notar por suas mãos — Comprarei os mesmo sapatos pra você.
— Você é mais rica do que eu? — disse ele e a encarou com desdém.
— O quê? — Min Ji o olhou arregalando os olhos.
—E mesmo que tivesse dinheiro, seria impossível. — dizia ele com ar de superioridade — Esses sapatos foram feitos na França, como poderia comprar o mesmo par?

Respirei fundo tentando me manter quieta em meu lugar praticamente quase não aguentando ouvi aquele idiota que se acha o rei do mundo, enquanto o desejo de lhe dizer algumas ‘poucas e boas’ me invadia e a raiva aumentava.

— Me perdoe. Farei qualquer coisa para consertar isso. — disse Min Ji olhando para sua mão tremulas.

“Como ela pode dizer isso? Que garota burra, meu Deus!” — pensei incrédula a olhando.

— Qualquer coisa? — repetiu Goo Joon Pyo com um sorrisinho sínico.

Ele a olhou de cima a baixo e moveu seu pé para frente a encarando em seguida.

— Lamba. — disse ele mostrando o sapato sujo de soverte.

“O que?!” — voltei meus olhos para a cara de sínico dele me segurando firme.

— Como? — Min Ji o olhou assustada.
— Eu mandei lamber. — ele a encarou.
— Sunbaenin... — ela o olhava sem saber o que fazer completamente apavorada.
— Não disse que faria qualquer coisa? — a lembrou ele a encarado com um sorrisinho irritante.

Respirei fundo não aguentando mais de tanta raiva que sentia daquele garoto tão estupido.

— Isso não é o suficiente? — o olhei.

Goo Joon Pyo virou seu rosto me olhando.

— Acidentes acontecem. Ela não pensou em cair de cara apenas para suja seu sapato “tão caro’’ e Frances. — o encarava brava ainda tentando manter o pouco de calma que restava para falar com ele.
— Perdi perdão não seria o suficiente para alguém normal. — dei um meio sorriso sarcástica — Oh, me desculpe, você não é normal.
— Quem é essa pessoa barulhenta e sem educação? — quis saber ele debochando me encarando junto com os três membros — Acho que não faz muito tempo que você chegou a Coreia, mas não deveria usar seu estilo americano aqui. Porque é tão informal.

Encarei aquele sorrisinho irritante em seus lábios.

— Não tente me humilhar sem saber o que poderia usar para isso. — o encarei embora ele fosse alto mantive meus olhos nele — Antes verifique ao menos o meu país e assim talvez você possa obter algum sucesso nisso.

Acabei desfazendo seu sorriso e Song Woo Bin se aproximou dele lhe dizendo algo no ouvido.

— Oh, você é a famosa “mulher maravilha”! — disse ele debochado voltando o maldito sorrisinho — As pessoas estão falando de uma mulher maravilha e tal. Eu estava esperando um numero de sutiã bem maior.
— Me desculpe desaponta-lo. — fingi tristeza — Não se pode agradar a todos, porem você deveria esta ao menos contente de ver alguém com um sutiã maior que uma ervilha tais como únicos que viu.

Goo Joon Pyo me encarou de forma que notei ter o atingindo.

 — É seu conceito meter seu nariz onde não deve esquecendo seu nivel social? — ele tentou me atingir.
— Meu nível social não diz respeito em nada aqui, porem lhe falta mais educação com as pessoas. — olhei para Min Ji que mantia-se ao meu lado ainda com medo e o encarei em seguida — É do meu conceito ajudar alguém que precisa de mim, uma amiga. Talvez no seu dicionário não deva existir tal palavra como amizade.
— Amizade? — repetiu ele com seus olhos em mim.

Notei que Ji Hoo deu um leve sorriso me confundindo.

— Vamos ver o quanto é grande essa amizade. — disse Goo Joon Pyo — Lamba o meu sapato.
— O que? — o olhei sem acreditar no que ouvira.

Esse garoto em fim consegui me tirar completamente do sério.

— Esquecerei de tudo isso se você lamber em vez dela. — disse ele e deu um sorriso sínico.
— Ok. — sorri maldosa — É claro.

Ele me olhava convencido e satisfeito por ver que eu iria obedece-lo.

Me abaixei pegando em seu pé e sorri para mim mesmo com o que estava prestes a fazer. Eu tinha indo longe demais quando resolvi interferi agora me restava ao menos não deixa que ele se der bem depois de discutir comigo.

Puxei seu pé tirando o sapato e o fazendo cair no chão.

— O que deu em você?! — gritou ele me encarando furioso.
— Isso é para você cair no mundo real, te fazer descer desse seu ‘’trono’’. — o encarei pegando o lenço do bolso de Min Ji — Ver essa machinha aqui? Não seja estupido ao ponto de fazer uma confusão quando tudo se resume a um simples gesto de limpar algo tão idiota quanto isso.

Limpei a pena macha no sapato e o joguei em cima dele.

— Não faça guerra por algo estupido. — dizia em fúria — Da próxima vez já que não quer desse de seu “pedestal” peça que limpe, ninguém aqui é bicho nem vivi para lhe servi. Caia na real, idiota.

Dei as costas sendo seguida por Min Ji e ouvindo gritar um “Que droga foi isso?”.

Minha mente estava a mil sentia que minha explosão não havia sido o suficiente precisava extravasar a raiva que sentia de mim mesma antes que isso me matasse.

Peguei minha mochila ignorando qualquer um ali inclusive Min Ji que me seguia desde o jardim.

! — me chamava ela — Onde vai?

Parei a encarando.

— Min Ji por hoje é o suficiente, pare de me seguir. — pedi voltando a caminhar.

“O que eu faria agora?” — pensei enquanto caminhava.

Havia desafiado o líder do F4 justamente quem tinha poder sobre os estudantes de Shinhwa talvez tenha comprado guerra com um inimigo poderoso.

— O que vai fazer agora ? — questionava-me preocupada.

Não nego que foi prazeroso para mim ver a cara de Goo Joon Pyo quando o derrubei no chão, vê sua expressão enquanto provava um pouco de seu veneno valera o que me aguada mais tarde?

! — me chamou Ga Eul.

Parei a vendo se aproximar sorrindo.

— Não devia esta na escola?
— Precisei sair mais cedo. — voltei a caminhar junto com ela — E você o que faz por aqui?
— Esqueceu? Hoje é meu dia de ir visitar a senhorita Ji Soo. — disse ela tranquilamente — Sinceramente, não sei por que temos que fazer isso toda semana.
— Sinto muito...

Ela me olhou e baixei a cabeça.

— Não se sinta mal, . Entendo o motivo de fazemos isso sempre, so acho um pouco de exagero toda semana.
— Não gosto também. — falei num suspiro.
— Até as coisas melhorem, teremos que fazer isso. — disse ela e me olhou.
— Talvez não melhorem...
— Por quê? O que houve? — se preocupou.
— Acho que entrei em uma grande confusão. — suspirei preocupada.
o que você quer dizer com isso? — se olhos fixaram sobre mim e antes que pudesse dizer uma palavra e deduziu tudo por meu rosto — Você declarou guerra ao F4? É isso?

Apenas assenti a vendo paralisar.

— Serio? — quis saber ela incrédula.
— Sinto muito, Gaeul. — a olhei — Eu não consegui aguentar o Goo Jun Pyo e as suas idiotices bizarras.
— Imaginei.  Sabia que você não aguentaria isso por muito tempo, já estava ate preocupada. — disse ela risonha — A garota que nunca deixou nenhuma injustiça impune em sua frente.
— Você me conhece bem demais. — a olhei.
— Uhum. — ela sorriu.

Enquanto caminhávamos ia contando a Gaeul o que havia acontecido hoje e a via ria quando falava do que fiz a Goo Joon Pyo. Aguem estava se divertindo com meus últimos acontecimentos enquanto que eu permanecia apavorada por dentro com o que me aguardava amanhã.

 


 

3. Cartão vermelho

 

Todos me olhavam com desdém ou deboche enquanto caminhava nos corredores, havia sempre alguém com um sorrisinho nos lábios dizendo-me que eu era um grande algo.

Respirei fundo antes de abri meu armário, preparando-me para o que encontraria.

Jung do 2º C recebeu cartão vermelho! — um estudante saiu gritando nos corredores.
— Meu Deus. — fechei o armário segurando o cartão — Que o inferno comece.

Caminhei sobre o olhar de todos que estavam ali em direção a minha sala, pensando em qual probabilidade de aplicarem em mim algumas de suas “brincadeirinhas’’ perigosas, torcia para que tentam-se apenas me humilhar, porque isso conseguiria aturar.

Procurei por minha carteira não a encontrando.

— Como vai estudar sem sua mesa, estrangeira? — provocou Ginger ao ficar em minha frente.

Passei meus olhos por toda sala a procura de minha mesa ignorando as risadas e o olhar debochados que quem estava ali.

— Meu livro. — minha voz saiu num sussurro ao vê-lo no centro da sala.

Vi os vários palavrões rabiscados na capa e pensei no quão infantil todos ali são.

— Aonde vai estrangeira? — disse Ginger — Não pode matar aula.

Ignorei suas gracinhas saindo da sala.

“Qual o melhor lugar para me fazer de idiota?” — pensei caminhando pelo o corredor que me levaria a entrada da escola.

Obviamente eles estaria me esperando em frente as escadas para fazer alguma gracinha, é para lá que devo ir.

quem é você? — reclamava comigo mesmo.

Avistei minha mesa que assim como meu livro estava cheia de rabiscos ofensivos.

— Infantis. — rolei os olhos.

Fui atingida por alguma coisa na cabeça sentido o liquido se espalhar e escorrer por meu rosto.

— Ovo?! — passei minha mão em meu rosto.

E novamente mais alguns ovos foram jogados em mim com insultos. Tentei olhar a minha volta e todos estavam ali em um círculo onde eu era o alvo de ovos, farinha e insultos para seu divertimento do dia.

Vi um garoto com uma câmera filmando e dando risada com a ceninha que via.

O encarei e mostrei-lhe o dedo do meio.

“Não será tão fácil assim Goo Jun Pyo” — pensei brava.

Quando a ‘chuva de ovos e farinha’ deu uma pausa aproveite uma brecha no círculo e sair correndo passando por eles.

Só havia um lugar para onde ir naquele momento.

— Droga, meu cabelo vai ficar fedido. — reclamei tentando limpa-lo — Esses idiotas e suas brincadeirinhas infantis, nunca vão mudar isso de jogar ovos e farinha?!
— Devia está contente de ser só isso. — resmunguei comigo — Pior se tentassem me matar.
Desisti de tentar me limpar sabendo que não havia como aquela sujeira sair.
— Espero que tenha se divertido bastante Goo Joon Pyo. Aproveite seu show, imbecil!
— Barulhenta demais. — ouvi a voz de Ji Hoo.

Me virei para as escadas de baixo e o vi subindo calmamente com uma expressão serena.

— Me desculpe. — baixei a cabeça me desculpando.

Ji Hoo parou em frente a mim, levantei o rosto o olhando.

Ele tinha seu olhar sob mim, talvez por notar que parecia uma panqueca andante.

— Tentei falar as palavras de vagar e não funcionaram muito bem, acho que não são tão fáceis. — disse ele — Devo desistir do seu idioma?
— Quais são elas? — quis saber.
— Caracterizar, investigar e dramatizou. — disse ele e me olhou esperando minha resposta.
— Repete comigo. — pedi antes de falar em português — Ca-rac-te-ri-zar.

Tentei falar o mais devagar possível sendo acompanhada por ele.

— Cara...tize. — errou ele e tentou novamente — Caracte-zar.
— Isso. — sorri — Próxima, in-ves-ti-gar.
— Investigar. — ele sorriu ao acertar de primeira.
— A ultima agora, dra-ma-ti-zou. — falei de vagar em português.
— Dra-matizou, dramatizou.
— Consegui. — sorriu para ele.
— Continuarei com esse idioma. — comentou Ji Hoo.

Ele me olhou novamente e dei alguns passos se aproximando em seguida se inclinou olhando meu uniforme.

Pegou um lenço em seu bolso e tentou limpar meu rosto deixando-me se surpresa e sem reação.

Passou o lenço por meu uniforme na tentativa de diminuir a sujeira, depois pegou em minha mão e colocou o lenço.

Ji Hoo deu as costas para mim subindo os primeiros degraus tranquilamente.

— Seu lenço. — o lembrei.
— Não preciso.
— Da próxima vez te devolvo.
— Não virei mais aqui. — ele viu seu rosto para me olhar — Graças a um certo alguém, não é mais um lugar quieto.

Ji Hoo voltou a subi os degraus e me senti completamente sem graça por isso.

(...)

Caminhava chamando a atenção de todos na rua, algumas pessoas riam de mim com tamanha cara sínica que deixava-me impressionada e irritada. Forçava-me a ignora todos aqueles olhares e fingi que não estava acontecendo nada, tolice minha, uma garota melecada de farinha e ovos andando pelas ruas, como não poderia chão a atenção?

Parei em frente ao pequeno apartamento o qual moro há 3 anos desde que consegui convencer papai que posso viver sozinha sem problema algum.

Entrei acendendo as luzes clareando todo o primeiro cômodo.

Há três anos atrás decide que queria viver por conta própria e consegui subir na vida caminhado com meus próprios pés, queria senti na pele o que todas as pessoas que não possuem rios de dinheiro passam, desejava fortemente ser alguém normal e odiava as frescuras dos ricos.

A principio foi uma lutar a ser travada com meu pai por não conseguir me compreender e temer por minha saúde. Então fizemos um trato, estradaria o ensino médio na escola que ele escolhesse e teria de ir a Ji Soo uma vez por semana, pois só assim ele se sentiria mais tranquilo.

Tirei minhas roupas completamente sujas e entrei embaixo do chuveiro.

Acredito eu que hoje é apenas o primeiro dia de muitas tentativas fúteis de humilhação, devo me preparar fisicamente e psicologicamente para o que está por vim e principalmente tentar atuar bem.

— Goo Jun Pyo, você é tão previsível.

Minha barriga roncou alto o suficiente para deixa-me surpresa.

Caminhei até a geladeira pegando alguns recipientes de comida os quais sempre deixava preparados pela manhã.

Meu celular vibrou sobre a mesa, virei tentando ver o nome no visor e o peguei atendendo a chamada.

— Você está bem? — quis saber Gaeul preocupada do outro lado da linha.
— Estou bem sim.
— Chegou ai em instantes. — avisou ela ignorando minha resposta.
— Gaeul eu estou bem. — repeti novamente fechando a geladeira.
— Preciso ter certeza, não confio apenas na sua resposta, preciso ver. — disse ela e ouvi o barulho de chaves na porta.
— Já chegou? — quis saber me esticando da cozinha para olhar a porta.
— Sim. — disse ela e desligamos.

A porta foi aberta revelando uma Gaeul extremamente preocupada.

— Esta ferida? Que tipo de “castigo” te deram? Está sentindo alguma dor? ... — disparou ela várias perguntas ao mesmo tempo fazendo minha mente dá um nó.
— Gaeul, calma, por favor. — pedi tranquilamente — Não faça tantas perguntas assim.

Ela respirou fundo ainda com seus olhos sobre mim.

— Desculpe, estava muito preocupa com você.
— Compreendo perfeitamente. — sorri agradecida — Obrigada.
— O que te fizeram? — quis saber ela com um misto de ansiedade e preocupação.
— Contarei, mas primeiro sente aqui. — puxei a cadeira para que ela sentasse — Mantenha-se calma que farei um chá para nós.

Gaeul apenas assentiu.

— Recebi um cartão vermelho do idiota Rei hoje. — comentei ao abri o armário — E aquele inferno que conhecemos começou rapidamente, mas do que esperava.
— Que tipo dessa vez? Nada muito grave, não é? — quis saber Gaeul.
— Embora considerei esse tipo de coisa grave, mas comparado ao que poderiam fazer se estivesse no auge de sua criatividade, isso foi besteira. — coloquei a agua para ferver — Jogaram ovos e farinha e também rabiscaram palavrões em minha mesa, foi uma pequena armadilha. Patético.
— Como pode não se assustar com isso ? Eu em seu lugar já havia pedido transferência. — disse Gaeul revoltada.
— Infelizmente tenho que aturar aquela gentinha ridícula por mais algum tempo, você sabe o quão isso é necessário.
— Sei sim, e não deixo de me preocupar com você. — admitiu ela.

A olhei deixando de lado que fazia.

— Você é a melhor amiga do mundo. — sorri — Não se preocupe, não esqueça que sou a Mulher Maravilha.

Ri a fazendo mesmo efeito.

— Mas que tem uma fraqueza pior que Kryptonita. — lembrou ela.
— E eles não precisam saber deste detalhe. — comentei voltando ao que fazia.

Vi Gaeul suspirar derrotada.

Meu celular tocou mostrando o nome de papai na tela.

— Boa noite ou bom dia. — ri ao atender.
— Boa madrugada, minha Lotus. — sua voz soou risonha — Como foi seu dia?
— Não de interessante. — esse era meu único meio de fugi de um péssima mentira.

Gaeul fez sinal para o fogão levantando-se em seguida.

— E o que esta fazendo agora? — quis saber ele e falou com alguém proximo em inglês.
— Estou com Gaeul conversando enquanto preparo o jantar. — terminei de arrumar a mesa — E por que esta acordado tão tarde, pai?
— Acabo de sair de uma reunião estou para Los Angeles me 30 minutos. — explicou ele.
— Tente descansar no voo, por favor. — pedi me preocupada com sua saúde.
— Pode deixa chefe. — ouvi seu riso baixo — Preciso desligar agora, . Não esqueça de tomar seus remédios.
— Esta bem, não se preocupe.  Beijos pai. — desliguei depois de ouvi-lo se despedi e coloquei o celular no bolso do moletom.
— O Chá esta pronto. — disse Gaeul servindo a nos duas.
— Obrigada. — sentei a mesa junto com ela.
— Hoje irei dormir aqui. — avisou Gaeul — Sinto que minha amiga precisa de companhia nesta noite.
— Sempre preciso, ne? — ri e tomei um pouco de chá.
— Só preciso passar em casa primeiro. — disse ela — Tenho que fazer algo para minha mãe.
— Esta bem. — sorri — Gaeul, pode fazer um favorzinho para mim?

Lembrei que precisava mandar meu uniforme para a lavanderia.

— Não vou comprar hambúrguer para você. — avisou ela e riu.
— Ah, eu queria tanto. — dramatizei e ri — Na verdade, poderia deixar meu uniforme na lavanderia?
— Sim, claro. — disse ela ao se levantar.
— Irei busca-lo. — levantei caminhado em direção ao banheiro.

Peguei o uniforme no sexto de roupas e voltei para a cozinha.

— Nossa, não esta nada sujo. — ela arregalou os olhos — Planejaram te transformar em algum tipo de aperitivo humano?
— Acredito que em um banquete para o Idiota Rei. — comentei o colocando em uma sacola.
— Esse F4 são cruéis. — comentou ela ao pegar a sacola.
— Acredito que nem todos. — ela me olhou de imediato — Ji Hoo mostrou ser um tanto diferente, acho que de todos ele é apenas o observador, nunca o vi se envolver nas confusões feito pelo o Idiota Rei.

Gaeul sorriu sugestiva.

— Sei bem, Acho que ele está mexendo com seu coraçãozinho. — comentou ela ainda com o sorriso.
— Não inventa. — me defendi — Vai logo para não voltar tarde.
— Agir assim só confirma minhas suspeitas. — ela riu caminhando até a porta — Quando voltar você não me escapa.
— Vai logo. — ri a vendo sair rindo.

Gaeul realmente tinha muita imaginação, como poderia pensar tal coisa a respeito de Ji Hoo.

Sentei a mesa para jantar pensei por um momento em esperar por minha amiga e assim ter companhia, mas lembrei que Gaeul odiava completamente minha comida “especial” como a mesma dizia. Ri e levei a boca uma colher de arroz.

Na manhã seguinte durante a aula de natação mantive-me sentada apenas observando as estudantes mergulharem na piscina desejando que as horas passassem rápido o suficiente.

— Jung. — me chamou o Sr. Chung — Pra água.

Levantei caminhado para a piscina.

— Aposto que ela tem um caso com o treinador. — comentou uma estudante para seu grupinho quando passei.

A ignorei e entrei na piscina como o treinador havia mandando.

— Faça os mesmo movimentos em uma sequência de 3. — pediu ele — Não se esforce.

Assenti o vendo gritar com Ginger que estava com medo de entrar na agua alegando que estava fria.

Min Ji nadava em minha direção como se não estivesse me vendo ali.

Rapidamente fui para a lateral e sair da piscina sentando na borda.

— Jung! — gritou o treinador me fazendo olha-lo — Pra água.

Assenti voltando rapidamente.

— Desculpe. — se desculpou Min Ji.
— Tudo bem. — voltei a repetir os “exercícios”.
— Por que faz isso sempre? — quis saber ela curiosa — Voce quase nunca nada.
— Por que é necessário. — me limitei.

Nadei para me afastar dela.

Min Ji percebeu que não queria sua companhia, mas isso não a manteve longe.

.  — me chamou ao se aproximar — Me desculpe... E obrigada por me defender do Goo Jun Pyo...
— Não me agradeça por isso. — senti uma pontada no peito — Não fiz por você.

Ela me olhava tristemente sem reação.

Suspirei notando o quanto estava sendo dura com aquela garota. A olhei e por instante, lembrei de sua situação de covardia.

Min Ji me considerava sua amiga, porem quando as coisas ficaram “complicadas” para mim ela fugiu como um ratinho assustado, nunca via seu rosto quando me tornava alvo de piadinhas.

— Desculpe Min Ji. — respirei fundo — Não deveria te usar como válvula de escape para meu mal humor... Depois nos falamos, certo?

Ela apenas assentiu.

— Não guarde minhas palavra negativas. Eu te defenderia de novo se isso acontecesse. — sorri para ela sentido novamente a pontada em meu peito.

E um sorriso voltou aos lábios de Min Ji.

A garota covarde e solitária que vagava pelos os corredores do colégio com medo de todos achou em mim alguém que deveria confiar e se aproximar, talvez eu não seja tão diferente de Min Ji. Devo entender seus motivos para ter tanto medo.

Sair da piscina caminhando em direção ao treinador.

— Treinador posso ir? — apontei para a porta.
— Disse pra não se esforçar. — lembrou-me ele, seu tom de voz era sempre de alguém bravo — Seja mais obediente na próxima aula.

Assenti e peguei uma toalha.

Caminhei em direção ao vestiário.

Abri meu armário pegando meu uniforme.

Tirei o maior e sequei meu corpo, vestindo em seguida minhas roupas.

Me aproximei do espelho para arrumar minha gravata, ouvi passos atrás de mim e estranhei, pois a aula ainda não havia terminado e as estudantes sempre entravam no vestiário fazendo barulho.

Vi um garoto através do reflexo do espelho e olhei para traz rapidamente assustada. O garoto veio para cima de mim tentando me agarrar, desviei rapidamente tentando correr em direção a saída, porem antes que pudesse dá mais alguns passos a frente dois garotos sugiram de traz dos armários e me seguram.

Tentei me livrar das mãos deles completamente assustada. O três me seguram pelas pernas e os braços colocando meu corpo no chão enquanto me debatia desesperada tentando me livrar deles.

— Me soltem! — gritei — Me soltem!

Um deles passou seu braço por volta do meu pescoço como se fosse dá uma “chave de braço” enquanto a todo tempo diziam “quieta”.

— Cala a boca! — gritou ele.
— Me soltem! — gritei novamente em desespero.
— Fique quieta! — gritou um deles enquanto tentava inutilmente abrir minhas pernas.
— Socorro! — gritei na esperança de que alguém pudesse ouvi, embora soubesse que meus gritos não seriam ouvidos onde todos estavam.
— Cale a boca! — um garoto abriu minha blusa com brutalidade arrancando os botões.

Sentia meu coração doer cada vez mais forte, esse era o tipo de sentimento do qual eu não poderia controlar de forma alguma, o medo e o desespero não era algo que se podia ter controle numa hora dessas. Em minha mente só se passava que precisava me livrar deles, gritar com toda a força dos meus pulmões mesmo que isso fizesse meu coração explodir no peito, mas não podia deixar que me fizessem isso.

— Atacando em grupo agora é? — ouvimos a voz mansa de Ji Hoo os fazendo ficar imóveis.

Aproveitei para tentar me livrar das mãos deles, porém ainda me seguravam firme.
Todos olharam para Ji Hoo que caminha em nossa direção.

O garoto que segurava minhas pernas abriu a boca para falar, porem o som saiu instantes depois.

— Hã? Bem, é que... — tentou ele todo enrolando e virou seu rosto para mim.
Ji Hoo se aproximou e se inclinou lentamente para me olhar, em seguida se abaixou.
— Você. Aquela sua dica com relação as palavras difíceis não se aplicam a todas. — disse ele tranquilamente — Eu fiz do jeito que você ensinou, mas a pronúncia esta estranha.

Olhei para ele e os garotos ali incrédula com seu tipo de pergunta neste tipo de situação.

— Seu... Seu sotaque é a razão da pronúncia não esta boa ainda. — me mexi tentando livrar o braço do garoto da minha gagata dificultado minha respiração — Com pratica logo melhora.
— Meu sotaque, certo.  — repetiu ele — Como você não foi diferente, foi?

Tentei mais uma vez me soltar dos braços, mas isso os faziam me segurarem mais firme.

— Você... — tentei falar, porem me faltou ar com o braço apertando minha garganta.

 A dor agoniante ficou mais intensa aproveitando-se de meus pulmões deixando meu corpo fraco e minha respiração pensada e dolorosa, como se houvesse blocos de cimento sobre meu peito e cada vez que respirava doía fortemente.

Ji Hoo olhou para cada um dos três garotos.

— Por que vocês ainda estão aqui? — quis saber ele.
— Bem, Joon Pyo sunbea...
— Que tal vocês irem embora agora? — Ji Hoo o interrompeu encarando-o.
— Aish. — resmungou o garoto num tom baixo — O que vocês estão fazendo? Aish.

Rapidamente me soltaram e saíram dali quase correndo.

Sentei quase sem forças tendo ter controle sobre meu corpo.

Ji Hoo levantou indo até um banco pegando uma tolha em seguida caminhou em minha direção.

Deitei no chão completamente sem forças e sem controle sobre nada. Ouvi o barulho das estudantes pelos os corredores, a aula deveria ter acabado.

— Me... Leve a... Enfermaria... — pediu sem conseguir respirar.

Antes que meus olhos se fechassem a ultima coisa que vi foi sua expressão calma sumir.

(...)

Encarei o teto por alguns instantes e virei cuidadosamente deitando de lado encontrando Ji Hoo sentando me olhando.

O olhei sem reação buscando palavras para me expressar. O silencio seria mais eficiente naquele momento, concluir.

— Como se sente? — quis saber ele com a expressão serena, porem em seu olhar havia algo de diferente.
— Melhor... — me limitei.
— Preciso do número dos seus pais. — disse ele.
— Meus pais? — uma interrogação surgiu em meu rosto.
— Sim. — ele levantou e caminhou até um sofá próximo a porta.

Olhei o quarto percebendo que nem de longe se tratava da enfermaria.

— Me trouxe para um hospital? — tentei sentar, mas meu peito ainda doía quando me movimentava — Bastava leva-me a enfermaria.
— Você quase teve um infarto. — ele virou seu rosto para mim sem sua expressão serena e mesmo que estive tendendo esconder pude ver em seus olhos o quanto estava assustado — Como uma enfermeira que apenas saber tomar café iria te salvar?

Suspirei me dando conta do que ele havia feito por mim, sua atitude rápida salvou minha vida.

— Por favor, não deixe que ninguém saiba da minha saúde. — pedi o olhando.

Ji Hoo me encarou incrédulo com o que pedi, suspirou e voltou a calmaria, pelo menos em sua expressão.

— Sua vida não me diz respeito. — disse ele — Preciso ir embora, então pode me dá o número dos seus pais?

Assenti procurando por algo onde pudesse escrever o número de Ji Soo.

— Aqui. — ele se aproximou entregando seu celular.

O peguei digitando o número dela e o entreguei.

— Irei avisa-los. — disse ele caminhando em direção a porta.
— Não é dos meus pais, é minha tutora. Kim Soo Ji. — avisei o vendo assenti — E... Obrigada por me ajudar.

Ele olhou para trás.

— Não te ajudei. — abriu a porta e antes de sair deixou uma frase no ar — Esse tipo de coisa me irrita.

 Suspirei sentindo sua frieza e me ajeitei na cama.

Nada sobre mim deveria ser exposto naquela escola para que futuramente pudessem usar contra mim, tudo que sabiam ao meu respeito eram criado por estudantes desocupados, apenas boatos sem logica e fundamento que não serviam para mim atingir de forma alguma. Porem hoje sem que quisesse deixei que Ji Hoo soubesse mais de mim que minha existência, isso não deixou de preocupar.

Por mais o que meus olhos o visse de forma diferente e seu jeito misterioso causasse em mim sensações — as quais desconhecia até vê-lo — diferente ele ainda era um membro do F4 e não tinha plena certeza se deveria acreditar em meu poder de observação.

 


 

4. Níveis de paciência 0,1%

 

Fiquei poucos dias no hospital Soo Ji não saia um minuto do meu lado, sentia como se fosse minha sombra, isso incomodava um pouco, porém não deveria reclamar jamais e sim ser grata por ela abri mão de sua agenda e compromissos para dedicar seu tempo a mim. Se havia algo que sabia a seu respeito se resumia em uma de suas frases que sempre repetia quando papai a chamava sem motivos importantes — motivos esses que jamais compreendi, mas não deixei de imaginar que tudo era apenas para ver Soo Ji — “meu tempo é dinheiro” e literalmente seu tempo era, Soo Ji é uma das modelos mais bem pagas do País e todos os dias seguia sua rotina corrida sem pausas, a menos que acontecesse algo comigo.

Entrei na loja de mingau chamando a atenção de Gaeul e Chun Sik.

! — Gaeul correu em minha direção e como um urso panda me abraçou feliz, muito fofa minha amiga.
— Voltei Gaeul. — sorri retribuindo seu abraço quentinho.
— É bom vê-la novamente . — disse Chun Sik se aproximando.
— Eu fico muito feliz de ver vocês. — sorri contente.
— Soo Ji nós contou o que aconteceu. — disse Gaeul — Você está bem mesmo?

Minha amiga e sua preocupação sem limites.

— Sim, estou. — sorri — Obrigada.
— Esse F4 já tem passados dos limites. — reclamou Gaeul brava.
— Vamos esquecer isso, Gaeul. Não me aconteceu nada, estou bem, não estou? — tentei mudar de assunto.
tem razão. — Chun Sik me ajudou — E para comemora a volta da nossa ruivinha irei fazer um mingau especial.
— Eba! — sorri contente o seguindo para o balcão.
— O qual eu não quero comer. — comentou Gaeul nos fazendo ri.
— Você tem que passar a comer, Gaeul. — a olhei rindo — É saudável.
— É totalmente sem saber e sem graça. — argumentou ela sentando ao meu lado.
— Deixa ela , um dia sei que vai provar e retirar tudo que disse. — disse Chunsik enquanto fazia meu delicioso mingau.
— Tenho um ótimo paladar, queridos. — disse ela se fazendo de superior.
— Rainha do paladar impecável, as mesas não vão se arrumar sozinha. — comentei rindo da careta que ela fez.
— Quando você estive de volta ao trabalho deixarei todas para você. — disse ela sorrindo de lado — Assim matar a saudade.
— Olha isso. — comentei incrédula — Onde está aprendendo a ser má, meu anjinho.
— No drama que estou assistindo. — disse ela rindo e causando o mesmo efeito a mim.

Gaeul era a típica garota coreana que por mais que tentasse ser ‘má’ sua fofura transbordava e o resultado não saía como esperado, apenas nos fazia vomitar arco-íris.

— Que delícia. — comentei sentindo o cheiro delicioso do mingau.

Chunsik sorriu satisfeito.

— Como sentir saudade de comida de verdade. — disse levando uma colherada a boca após esfria-la — Em hospitais servem apenas protônicos de comida.
— Que deve ser mais ou menos o que você come todo dia. — comentou Gaeul risonha ao colocar uma bandeja com tigelas sujas sob o balcão.
— Não implica com minha comida deliciosa. — reclamei fazendo uma careta.
— Deixa ela Gaeul, não esqueça que é esse protônico de comida que a mantem bem. — me defendeu Chun Sik risonho.
— Até você. — semi serrei os olhos para ele e ri.

A porta da loja foi aberta nos fazendo olha na mesma direção e uma moça de cabelos longos e loiro entrou.

— Senhorita já estamos fechando. — avisou Gaeul.
— Ela é estrangeira. — comentou Chunsik sem tirar os olhos da moça — Fale em inglês, Gaeul.

Apenas observei a moça caminhar até a ultima mesa do lado direito e senta-se.

— Eu não sei falar em inglês. — ouvi Gaeul dizer.

Voltei minha atenção ao meu mingau.

— E na escola você não aprende, não? — ouvi Chunsik dizer baixo com um tom surpreso e levemente desesperando.
— Eu vou. — disse ao levantar — Mas espero que ela fale inglês mesmo.
— Ela tem cara de americana. — comentou Gaeul.
— Com licença. — disse a moça em coreano chamando nossa atenção e nos deixando incrédulos.
— Que alivio. — Gaeul suspirou aliviada e caminhou até a cliente.

Sentei novamente voltando ao meu mingau.

— Quer mais um pouco ? — quis saber Chunsik sorrindo.
— Não, obrigada, Chunsik. — sorrir — Mas quero levar um pouco para mais tarde.
— Farei um agora mesmo, bem caprichado. — disse ele com um sorrisão no rosto.
. — me chamou Gaeul com cara de desespero.
— Já volte. — avisei levantando e o vendo assenti.

Caminhei até a mesa da cliente.

ela está pedido sopa de sapos. — disse Gaeul assustada e incrédula.

Minha primeira reação foi a mesma que minha amiga, porem em seguida segurei o riso para não ofender a cliente.

— Olá, boa noite. — disse sorrindo para ela.
— Olá, você falar minha língua? — quis saber ela em inglês.
— Sim. O que gostaria de pedir? — perguntei.
— Oh, acho que pronunciei errado o nome do prato pela reação dela. — disse a cliente rindo — Me traga apenas um mingau de arroz, por favor.
— Esta bem. — sorri me afastando junto com Gaeul.
— O que ela disse? — quis saber ela — Era sopa de sapos mesmo?
— Não. — ri dela.

Me aproximei do balcão sentando novamente.

— Chunsik, mingau de arroz, por favor. — pedi e ele assenti.
— Era isso!? Não pareceu nenhum pouco com o que ela disse. — comentou Gaeul incrédula.
— Talvez ela tenha pedido outro prato e como ela mesmo disse pronunciou errado. — expliquei ouvindo um “Ah” dela seguido de algumas risadinhas.

Fiquei na loja até que a cliente estrangeira fosse embora, pois nenhum dos dois falava inglês e o coreano da cliente não era muito bom. Aproveitei a companhia de Gaeul para passar no supermercado e comprar algumas coisas para casa.

acho que esqueci minha carteira no supermercado. — disse ela procurando loucamente na bolsa.
— Então vamos voltar lá. — propus.
— Eu vou, me espere aqui. — pediu ela e assente — Não demoro.

Peguei as sacolas que ela segurava e a vi correr de volta para o supermercado.

 Olhei em volta procurando por um banco onde pudesse sentar, aquela noite estava realmente fria.

Vi um garoto com o rosto colado ao cartaz de Min Seo Hyun — uma famosa modelo, a qual admiro desde que voltei a morar na Coreia —, ele me parecia familiar. Dei alguns passos mais à frente percebendo que era Ji Hoo o garoto que acariciava o cartaz.

O observei por mais alguns instantes tentando compreender o que ele fazia ali em frente a um cartaz o acariciando como se fosse a verdadeira Min Seo Hyun.

— Sunbae, você realmente deve gosta muito dela. — me pronunciei o fazendo me olhar por cima do ombro e dá alguns passos para trás parando próximo a mim.
— Mesmo que goste tanto assim dela, não devia tocar nisso, suas mãos ficaram pretas de poeira. — avisei o fazendo virar seu rosto para mim.

Coloquei as sacolas no chão e abri minha bolsa procurando por meus lenços de papeis.

Peguei alguns e ao passar por ele notei que havia estendido sua mão me fazendo sorri, sob seu olhar passei os lenços no cartaz tirando a sujeira e caminhei para seu lado ainda fitado a beleza de Min Seo Hyun.

— Ela é realmente linda, não acha? — comentei — Para mim ela é como uma Deusa.
— Deusa? — repetiu ele fitando o cartaz.

Coloquei os lenços sujos em dos bolsos.

— Ela não é só bonita. É inteligente também. — dizia pegando mais alguns lenços e virei entregando para Ji Hoo que me olhou — E doou todo seu dinheiro que ganhou com o trabalho de modelo.

Olhei para ele sorrindo.

— Ela também foi qualificada para advogar na França há um tempo atrás. — comentei.
— Como você sabe tanto dela? — quis saber ele sereno.
— Ela mim inspira. — sorri orgulhosa.
— Te inspira? — repetiu ele com um sorrisinho lindo.
— As pessoas esperam que ela se torne sucessora da empresa de advocacia de seus pais quando se formar, mas acredito que será tudo um pouco diferente. — olhei para ele vendo que sua atenção estava sobre mim — Em todas suas férias ela viaja para a África, Afeganistão, e recentemente foi ao Tibete também. Acredito que ela é capaz de grandes coisas e que não ficará apenas atrás de uma mesa como todos imaginam.

Sorri para ele vendo pela primeira vez a beleza de seu riso baixo.

— Algumas garotas apenas desejam que ela case-se com alguém da realeza ou um presidente e assim viva com uma princesa que dedica sua vida a paz mundial. — olhei o cartaz — Mas isso é muito imaginação.
— Ela é só uma modelo. — disse ele frio e o olhei vendo seu olhar sem emoção sob mim desviando em seguida.
— Uma modelo com um belo futuro, seja princesa ou advogada. — disse o olhando.

Jin Hoo virou seu rosto para mim.

— Sempre que te vejo comprovo que você é irritante e lembro que também é barulhenta. — disse ele dando as costas.
— Hã? Disse algo de errado? — questionei o vendo dá alguns passos e parar me olhando por cima do ombro.
— Devo realmente responder à sua pergunta? — disse ele e voltou a caminhar.

Peguei as sacolas sem compreender o porquê de seu mal humor surgi repentinamente quando estávamos nós falando e finalmente o via sorrir.

— Aquele era o Yoon Ji Hoo?! — quis saber Gaeul me assustando de leve.
— Que susto. — olhei para ela e ri — Sim era ele.
— E o que fazia aqui? — nós duas o olhava se distanciar e misturasse com as pessoas que passavam ali.
— Acredita que não sei. — comentei colocando meus pensamentos em ordem.
— Ele é ainda mais lindo de perto. — comentou ela e suspirou.
— Boba. — ri — Vamos pra casa, estou quase congelando aqui.
— Está realmente muito frio. — disse ela pegando algumas das sacolas comigo.
— Consegui achar sua carteira?
— Sim. — ela mostrou a carteira rosa sorrindo de orelha a orelha — A moça do caixa levou para o achados e perdidos.
— Sortuda, isso no Brasil você nunca mais encontraria sua carteira. — comentei lembrando quando esqueci meu celular no balcão do hotel onde havia me hospedado com papai quando fomos visitar meus avos, três minutos depois o celular sumiu e nunca mais o vi.
— Traumatizada com o celular ainda? — quis saber ela e riu — Você não esta mais lá, pode respirar agora.
— Engraçadinha. — disse sarcástica.
— Hoje vou te fazer companhia. — avisou ela.
— Já imagino a desculpa. — ri.
— Ah, não é desculpa . — argumentou ela — Não posso mais senti saudade da minha amiga de cabelo laranja?
— Outch, que fofa. — ri a abraçando pelos os ombros.

Gaeul sabia que amava sua companhia, sempre sentia-me sozinha durante a noite e a saudade do tempo em que morava com papai me invadia. Deveria está acostumada a viver sozinha, porém com a vida que tenho vivido minhas noites de solidão eram poucas, nunca o suficiente para acostuma-se está só, as vezes tinha a companhia de Gaeul em minha casa ou em um hospital assim com a de Soo Ji.

Acredito que nós últimos anos minha vida tenha se baseado em casa e hospital, não lembro quando pude ficar no mínimo 1 mês sem precisar ser tratada como um doente ‘terminal’. O cuidado excessivo de todos chega a me sufocar a maioria das vezes, mesmo sabendo que não sou aquele tipo de garota desobediente e que sigo minha dieta na linha e não deixo passar meus remédios, mas ainda assim sempre tem aquele que me questiona e me lembra o que devo ou não fazer três vezes ao dia.

— O que está fazendo Gaeul? — quis saber ao vê-la sentada a mesa mexendo no notebook.
— Um trabalho e vendo algumas notícias bobas. — disse ela tediosa.
— Hum. — me limitei abrido a geladeira e pegando a garrafa de leite.
— Não acredito! — comentou ela incrédula — , acho que o F4 agiu de novo.
— O que fizeram agora? — peguei um copo no armário — Postaram fotos minha pelada?
— Pior que isso. — disse ela — Escuta.

Coloquei um pouco de leite no copo e sentei a mesa esperando Gaeul começar.

— Uma garota do 2º grau do colégio Shinhwa, identificada como “IZ”, parece ter uma vida particular arriscada. Ela foi vista saído de um hospital onde estava de repouso por duas semanas.
— Que mal nisso? — questionei tomando um pouco de leite.
— O mal é que diz que você está gravida. — disse ela me olhando por cima da tela do notebook.
— O que!? — cuspi o leite quase me engasgando e molhando a mesa.
— Cuidado . — Gaeul se levando caminhando até mim.
— Eu... Cof, Cof... Estou bem... Cof... — disse tossindo e recebendo uns tapinhas nas costas — Já estou bem, obrigada.
— Eles realmente não tem limites. — comentou Gaeul indignada pegando alguns lenços na caixinha sob a mesa.
— Isso é falta do que se fazer, muito tempo livre. — reclamei — Obviamente todos naquele inferno saberão que sou eu, deveriam felicitar logo já que iam deixar tão na cara e colocar “estrangeira” ou “ruiva”.
— Calma , não se altere. — pediu Gaeul me olhando ao parar de limpar a mesa — Pensaremos em algo.
— Serei sincera com você, a única coisa que penso agora é no quanto queria senti a cara do Idiota Rei no meu punho. — disse brava.
— Isso deve ser tentador para você. — disse ela e me olhou novamente — mantenha-se calma, por favor. Não quero que volte para o hospital de novo e nem você, não é mesmo?

Suspirei pesado buscando manter minha calma.

— Está certa. — me dei por vencida — Não esquentarei a cabeça com essa tolice.
— Isso, muito bem. Amanhã pensamos em algo. — ela sorriu e caminhou até o lixeiro.

“Esse então era seu terceiro ataque, não é Goo Jun Pyo?” — pensei encarando a caixa de lenços sob a mesa.

— A ideia dele agora é atingi minha imagem, já que suas ultimas tentativas não foram tão bem sucedidas quanto ele esperava. — comentei para Gaeul que agora esta sentada em frente ao notebook.
— E o que vai fazer? — quis saber ela se inclinando um pouco para o lado me olhando.
— Não sei ainda, preciso avalia essa situação. Meu adversário ter uma mente infantil, devo pensar como uma criança perversa para me iguala a ele e resolver isso. — disse levantando-me.
— Apenas tenha cuidado . — pediu ela.
— Não se preocupe Gaeul, me manterei calma e controlada. — disse sorrindo de lado — Bom, agora vou dormir. Boa noite Gaeul.
— Vou terminar aqui e vou em seguida. Boa noite . — ela sorriu.

Caminhei até meu quarto imaginado o que teria de enfrentar amanhã na escola. Precisava de uma solução o mais rápido possível.

Deitei na cama e por um momento passou em minha mente que Ji Hoo poderia ter feito isso e no mesmo segundo apaguei completamente esse tipo de pensamento. Sem querer devia ter o insultado mais cedo ou tocado em alguma ferida, percebendo que algo havia dentro de Ji Hoo por Min Seo Hyun para explicar sua reação quando falei aquelas idiotices e o motivo para esta acariciando um cartaz durante uma noite tão fria em uma praça movimentada, ou simplesmente, seja apenas um fã apaixonado.

Manterei minha boca fechado quando estiver perto dele se ficar algum dia.

“Ji Hoo não agiria de maneira tão estupida. Essa armação tem o dedo podre do Goo Jun Pyo.” — conclui.

(...)

Como esperado a falsa notícia se espalhou rapidamente pelo colégio e todos, exatamente todos, jogavam seu olhar debochador e desaprovador sobre mim por onde passava. Isto me incomodava bastante, porem deveria fingi que nada anormal acontecia, o que de fato era verdade, estava sendo apenas novamente um alvo.

Abri a porta da sala e todos voltaram sua atenção para mim parando que faziam.

Olhei para a lousa lendo o que três garotas rabiscavam.

“Saindo com um caminhão de garotos”, “Ela é louca?”, “Não vale nada”, “Quem é o pai?”, “Izabylie morra”.

Olhei para a outra lousa e mais rabiscos ofensivos.

“Contra o aborto”, “Que vergonha... estrangeira”.

Respirei fundo e caminhei até a primeira lousa pegando o apagado e um giz, em seguida apaguei meu nome.

— Você apagou, não foi? Que mau. — ouvia a voz irritante de Ginger — Mas o que vai fazer com relação a isso.

Virei meu rosto vendo a tela do seu celular com uma mensagem de texto.

A encarei tranquilamente e voltei minha atenção a lousa escrevendo meu nome corretamente, em seguida vire-me para todos.

— No mínimo aprendam a escrever meu nome corretamente e não seja tão idiotas ao ponto de se dá ao luxo de achar que esses rabiscos cheios de erros ortográficos são algum tipo de obra de arte. — virei meu rosto para Ginger a encarando — Se quer realmente me ofender, bata primeiro um dicionário na sua cabeça e escreva corretamente que talvez assim consiga obter algum sucesso.

Joguei o apagado e o giz para ela que se assustou.

Caminhei em direção a minha mesa sem deixar de notar alguns toalhas sobre a mesma, que por sinal cheiravam muito mal.

— Alguém está sentindo esse cheiro podre? — ouvi a voz de Ginger retomando sua pose de superioridade — O que poderia cheirar tão mal?
— Tem cheiro de trapos. — vez de Miranda.
— Acho que vou morrer sufocada. — dramatizou Sunny.

E as três patetas encontravam- se ao meu lado esquerdo.

— Ei, Sunny me dá um pouco de perfume. — disse Ginger debochada — Como podemos estudar numa sala com um fedor desses?

Ginger virou o fraco do perfume derramando todo o liquido sobre as toalhas enquanto dava risadinhas com as outras duas patetas.

Respirei fundo tentando segurar minha raiva e não morrer com o cheiro irritante daquele perfume que misturou-se ao mal cheiro das toalhas.

— Obrigada. — a olhei sorrindo de lado.
— Obrigada?! — disseram as três incrédulas me encarando confusas.
— Agora esses trapos estão tão fedidos quanto vocês. — peguei umas das toalhas jogando em cima delas — Apreciem.

Caminhei em direção a porta levando uma tolha e ouvido os gritinhos enojados delas juntos com risadas dos outros estudantes que assistiam a tudo.

Precisava manter-me calma mal tinha voltando do hospital e não pretendia retornar para ele tão cedo. Respirava fundo enquanto caminhava pelos corredores tentando ao máximo controlar o ódio que sentia, porém a cada passo que dava ele aumentava mais e mais talvez por saber que estava há poucos passos do Idiota Rei e definitivamente hoje ele havia realizado seu sonho de me atingir e automaticamente realizou meu maior desejo.

Desci os poucos degraus da “sala VIP” — o salão de jogos que apenas o F4 poderia usufruir — com passos firmes sentindo meu ódio crescer.

Goo Jun Pyo foi o primeiro a me ver invadir a sala e com sua risadinha debochada e sínica ousou acrescentar alguns copos a mais de ódio a mim.

— Ela apareceu e com um toque do diabo nela. — comenta ela com ar de superioridade sentado em uma poltrona como se fosse um rei. O Rei dos Idiotas.
— Woah! Eu não os avisei? Ela vinha mais cedo ou mais tarde. — continuou ele, e colou a mão esquerda no queixo entediado — Está atrasada para se desculpar.
— Me desculpa? — dou uma risada sarcástica — Minha paciência tem limite, e meus parabéns você conseguiu atingir seu Record. Lhe darei um aviso ainda restam 0,1% aconselho a preservar o resta ou não serei tão passiva quando fui até hoje.

Minha voz assumiu tom firme e autoritário.

Goo Jun Pyo virou seu rosto tranquilamente para mim com uma expressão despreocupada e cheia de tedio.

— Ei estrangera, no seu país as pessoas costumam a se desculpar desse jeito? — disse ele me encarando ao tirar a mão do queixo.
— Não, no meu país os ricos se acham os donos do mundo e bem no topo colocaram um idiota como rei. — disse brava e joguei a toalha encharcada com força em seu rosto.
— O quê? — ouvi a voz dos outros se questionarem.
— O quê?! — gritou Goo Jun Pyo me encarando bravo.

Bufei o encarando e posicionado disposta a soca-lo sendo observada por ele.

— Você. O que esta fazendo? — quis sabe ele me olhando com um certo misto de confusão e desdém.

Reunir toda a raiva e ódio que sentia dele para uma única parte e girei meu corpo acertando um chute em rosto o fazendo cair na poltrona atordoado e me encara furioso.

— Idiota, te avisei para preservar o resto de paciência que me restava. — me aproximei o encarando furiosa — O que realmente achou? Arruinaria minha imagem com falsos boatos, quando nem se quer cheguei perto de um garoto com qualquer tipo de intenção maliciosa.  Você já me viu com alguém fazendo esses tipos de coisas? Alguma vez me viu?!

Gritei com ele sentindo uma pontada no peito. Estava me alterando demais, precisava encontrar o controle.

— Dessa vez escute o meu aviso e não se atreva a fazer nada contra mim novamente ou o que fiz agora será nada comparado ao que farei a você! — gritei com meus olhos fervendo de ódio sobre ele.

A dor em meu peito se intensificou contra minha vontade soltei um gemido baixo, dei as costas rapidamente levado a mão ao peito e aprecei os passos para sair da sala com se nada estivesse me acontecendo.

Enquanto caminhava buscava manter minha calma e senti o alivio de finalmente extravasar com Goo Jun Pyo, meu desejo havia se realizado, mas em troca teria de aguentar meu coração surtando.

Respirei fundo algumas vezes e encostei-me a parede esperando a dor diminui um pouco mais para que pudesse retornar meu percurso até a enfermaria.

Fechei meus olhos deixando o ar entrar e saiu de meus pulmões sentido a calmaria se aproximando.

Comparado as crises que tinha essa era na escala 5, significava que me bastaria tomar meu remédio e repousar por algumas horas e logo estaria bem novamente.

Senti uma mão tocar em meu braço me puxando para afastar da parede, abri os olhos rapidamente assustada encontrando o rosto calmo de Ji Hoo.

Sem dizer uma palavra ele me pegou no colo e caminhei em passos lagos pelo corredor adentro.

Mantive em silencio enquanto tentava ao máximo não fita-lo tanto. Ji Hoo Nunca me pareceu tão lindo quanto agora, estava travado uma guerra dentro de mim para não prender-me tão facilmente a sua beleza, e também desejava para o tempo para que pudesse continuar ali com ele sentido a fragrância deliciosa de seu perfume e seus braços fortes...

Ele me colocou sobre a cama na enfermaria fazendo-me acordar de meu pequeno transe.

— Aluna Jung novamente aqui? O que aconteceu? — quis saber a  Srtª Lee se aproximando.
— Preciso apenas repousa, Srtª. Lee. — disse a olhando.
— Irei pegar sua medicação. — avisou ela passando por Ji Hoo que encontrava-se parado próximo a cama.

Ele deu as costas caminhando em direção a porta.

— Sunbae. — o chamei o fazendo parar — Sei que disse que tanto eu quanto ajudar o irrita, ainda assim obrigado.

Ele em olhou por cima do ombro.

— Me irrita mais vê alguém morrendo em minha frente.

E simplesmente saiu me deixando boquiaberta.

 

~ Continua... ~


N/A: ...

N/B: Olá aqui é a beta, comentem e dêem muito amor a essa fic, vamos incentivar a autoraa escrever mais!!!
Qualquer erro de betagem, podem de avisar no email - By: Pâms *-*


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